terça-feira, 25 de janeiro de 2011

... apenas um parênteses

Agora são 3:31 da madrugada... terminei agora há pouco de assistir a mais um filme retratando a vida de São Francisco de Assis. 
Fui tomar um banho para me deitar e comecei a me questionar: Como Francisco seria nos nossos tempos? O que ocorre conosco para não conseguirmos viver de forma tão intensa, como São Francisco o fez? Seríamos chamados de loucos, doentes?
Vivemos um novo tipo de martírio... somos escravos de nós mesmos.
O pregador sobe no palco e grita: "Não amem as coisas do mundo, mas sim busquem as coisas do Alto!" e logo que saí do palco se depara com uma mesa farta de 'quitudes' e delícias... após saciar-se com tudo o que há de bom e melhor, saí com seu carro modelo do ano para sua casa.
Como pregar aquilo que não se vive?
Conseguiríamos viver o que gostaríamos de pregar?
O discurso até já é outro; não mais se fala em viver inteiramente para Deus... em dar todos os seus bens para os pobres... em despojar-se de toda a beleza e luxuria.
... e porque não conseguimos viver da forma como Jesus viveu? 
Existe aqui dois extremos. Qual deles devemos seguir? 
Se devemos confiar na providência de Deus, porque então nos preocuparmos com as coisas materiais, em querer ter uma casa confortável, um carro do ano?
Ou será que tudo isso é um novo tempo que se configura e devemos vivê-lo, sem deixar os nossos princípios para trás.
Que não é pecado sonharmos com um carro novo, uma casa confortável, uma vida digna para nossos filhos.

Deus nos chama, porém o chamado é particular, pois somos particulares aos olhos de Deus. Não somos números ou estatísticas, mas um num todo, que é Deus.
Perguntas que são respondidas para cada um de uma maneira diferente, no mais íntimo dos nossos corações...
Ah, chegamos no ponto central disso tudo: o coração.
Um orgão propulsor de sangue que contrai-se  e relaxa de forma harmoniosa em um apessoa saudável.
O coração é o símbolo mais perfeito do amor. Apesar de não se parecer nem um pouco com os corações que costumávamos fazer quando estavamos apaixonados, o coração é um sinal de vida.
Coração = amor = vida = Jesus - Tudo está interligado. O amor impulsiona o coração até a bater mais forte... gerando vida e nos apresentando a Àquele que amou sem medidas: Jesus.
O amor é o que nos faz impulsionar, o que nos fortalece.. e esse amor está em Jesus, que amou gratuitamente e continua a nos amar, mesmo quando, em certas circustâncias não o amamos.
Ao invés de nos preocuparmos com que os outros falam, preocupe-se em buscar o amor nas coisas que faz.
Uma vida inteiramente consagrada a Deus - como assim fez Sâo Francisco e como faz milhares pelo mundo afora nos dias de hoje; ou uma vida cotidiana, vivendo nesse mundo; mas sabendo que você, como batizado e redimido pelo Sangue de Jesus na Cruz, não pertence a esse mundo.
Seja qual for a sua escolha, não demore a fazê-la e faça-a com amor...
E quando começar a esquecer o significado da palavra amor, volte seu olhar para a cruz de Cristo.

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